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Rejuste do aço poderá chegar a 40%

O preço de aços planos vendidos à distribuição já aumentou cerca de 35% neste ano e a alta pode chegar a 40% com mais um reajuste que deve ser efetuado pelas usinas nacionais no próximo mês. A principal razão para o encarecimento do aço foi o aumento dos custos das siderúrgicas, especialmente do carvão, cuja cotação já triplicou em 2016.

“Esse foi o principal motivo para o aumento do preço do aço. Não tem como baixar os preços com custos aumentando tanto”, afirmou o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro. Segundo ele, até o minério de ferro, com uma valorização em torno de 40% desde o começo do ano, também pressionou as usinas.

“O preço do carvão subiu ao redor de US$ 170 a tonelada, passado de US$ 83 para US$ 255. Se uma tonelada de aço usa 600 quilos de carvão, só o aumento deste insumo representou US$ 107 a mais para cada tonelada de aço produzida nas usinas nacionais”, detalhou Loureiro.

O próximo aumento que as usinas devem promover em novembro, de 5%, representará cerca de US$ 30 a mais por tonelada de aço, o que, conforme Loureiro, não chega nem perto da elevação dos custos, considerando tanto o carvão mineral quanto o minério de ferro.

Outro fator que teve influência sobre os preços do aço praticados no mercado interno foi a queda das importações. O presidente do Inda explicou que os desembarques de produtos siderúrgicos estão no menor nível dos últimos dez anos, o que equivale, hoje, a algo próximo de 6% do consumo aparente no País.

“Cerca de 60% do aço importado que entra no Brasil é chinês e o preço na China preocupa porque só nos últimos 20 dias aumentou US$ 30 por tonelada, o que representa um crescimento de 8% nesse só neste intervalo. Hoje, a tonelada do aço na China está cotada em cerca de US$ 440”, explicou.

Ociosidade – O parque siderúrgico nacional opera no momento com cerca de 50% de ociosidade. Em 2013, as siderúrgicas utilizavam cerca de 85% da sua capacidade, mas, desde então, o consumo interno de aço caiu em torno de 33%, o que equivale a 9 milhões de toneladas a menos. Diante deste cenário, apertada por outro lado pelo excesso de aço no mercado mundial, a indústria siderúrgica brasileira reduziu o uso da capacidade.

As vendas de aços planos em setembro deste ano somaram 251,3 mil toneladas e caíram 0,7% em relação às de agosto (253,1 mil toneladas). Na comparação com o volume comercializado em igual mês de 2015 (247,1 mil toneladas), foi apurada uma alta de 1,7%.

As compras de aço dos distribuidores em setembro, que incluem chapas grossas, laminados a quente, chapas zincadas, chapas eletro-galvanizadas, chapas pré-pintadas e galvalume, recuaram 0,5% em relação às de agosto, mas com alta de 14,7% sobre o mesmo mês do ano passado.