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Reforma de alto-forno na Usiminas abrirá 520 vagas em MG

A Usiminas já trabalha para contratar e dar início nas próximas semanas aos serviços de reforma do alto-forno 1 da usina de Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, que deverão gerar 400 empregos temporários durante as obras. Desativado desde junho de 2015 devido à intensa queda do consumo de aços planos no mercado brasileiro, o equipamento será religado em abril do próximo ano, proporcionando aumento de 20% da produção de ferro-gusa da companhia, matéria-prima da fabricação de produtos siderúrgicos.

Com a retomada do alto-forno mais antigo da Usiminas e que simboliza a própria história de mais de 50 anos da empresa, será preciso contratar 120 profissionais especializados na sua operação. O presidente da Usiminas, Sérgio Leite, disse ontem que boa parte desse pessoal será, de fato, recontratado para o quadro fixo de pessoal, fator de importante impacto na região de Ipatinga, considerando-se ainda as vagas a ser abertas ao longo das obras e a geração de impostos. 

“Muitos desses profissionais retornarão à casa e grande parte dos R$ 80 milhões que vamos investir será aplicada na região, por meio da contratação de pessoas e serviços”, afirmou o executivo. Os trabalhos de reforma do equipamento consistem na troca de refratários e obras de manutenção, além de pequenas melhorias, num cronograma previsto para se estender de 10 a 11 meses. O desembolso dos recursos que a companhia vai destinar ao projeto, tendo como fonte a receita própria, deve começar em junho.

A retomada do equipamento acrescenta produção ao redor de 2 mil toneladas por dia à usina de Ipatinga, hoje ao ritmo de 9 mil toneladas de gusa produzidas diariamente por outros dois altos-fornos. Aprovado na quinta-feira pelo Conselho de Administração da Usiminas, o religamento terá efeitos positivos no caixa, também pelo fato de permitir a redução da necessidade de compra de placas de terceiros pela companhia.

Sérgio Leite afirmou que o motivo principal para a retomada do alto-forno está na perspectiva de recuperação da economia brasileira e do mercado de aços. “A nossa volta é uma decisão tomada frente às perspectivas dum Brasil que venha a crescer. Observamos um ligeiro crescimento de demanda dentro das projeções para 2017, depois de três anos de crise. Já chega”, afirmou o presidente da Usiminas.

A companhia tem como referência as projeções mais recentes do Boletim Focus, do Banco Central, baseado nas previsões de analistas de bancos e corretoras, que indicam expansão de 0,48% da economia brasileira neste ano e de 2,5% em 2018. No mercado de aços planos, de acordo com o Instituto Aço Brasil, as estimativas são de aumento do consumo entre 3% e 5% em 2017 e de 10% no ano que vem. Sérgio Leite informou, ainda, que a empresa espera elevar suas exportações. Os altos-fornos 2 e 3 da siderúrgica de Ipatinga estão operando a plena carga.

A Usiminas deu prosseguimento ontem ao registro da operação que reduziu em R$ 1 bilhão o capital da Mineração Usiminas (Musa), proporcionando o acesso da siderúrgica a R$ 700 milhões do caixa da mineradora, em que tem como sócia o grupo japonês Sumitomo. O dinheiro foi disponibilizado e poderá ser injetado na empresa a qualquer momento que a diretoria da empresa definir.