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Ministros do comércio do Brasil e EUA se encontrarão para debater aço

WASHINGTON - O debate sobre o aço brasileiro será um dos temas do PUBLICIDADE encontro que o ministro Marcos Pereira, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio terá com seu colega americano, Wilbur Ross, no dia 19 de outubro, na capital americana. O objetivo é tentar com que o produto brasileiro fique fora de eventuais restrições que podem vir a ser aplicadas pelo governo dos Estados Unidos, que investiga se a importação de aço tem afetam a segurança nacional americana. Mas já nesta semana representantes do Aço Brasil já se encontraram com autoridades e representantes do setor em Washington para defender um tratamento diferenciado para o Brasil.

O Brasil não é parte do problema, é parte da solução - afirmou Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil. - Esta reunião (entre os ministros de comércio no dia 19 mostra que a defesa do aço não é uma iniciativa apenas do setor privado, o governo brasileiro está junto nesta defesa em seu mais alto nível.

O governo americano iniciou neste ano a chamada seção 232, que visa apurar eventuais ameaças á segurança americana pela importação de aço. Com prazo para ser concluída até 14 de janeiro de 2018, o estudo pode indicar a criação sobre tarifas de até 25% para a compra de aço de todo mundo, cotas por países ou mesmo a classificação dos fornecedores por grupos de países - inofensivos, parcialmente ofensivos e fortemente ofensivos aa segurança americana -, que poderiam ser alvos de sanções. Com a conclusão das investigacaoes, o presidente Donald Trump terá 90 dias para decidir que medidas tomar.

Neste contexto, a atuação da industria brasileira do aço é preventiva e visa mostrar que as exportações brasileiras náo afetam os Estados UNidos. O Brasil é o segundo maior exportador de aço aos EUA, com 3,959 milhões de toneladas, mas figura como maior exportador de aço semi-finalizado - e esse é o maior argumento do Instituto Aço Brasil.

O Brasil não compete com as siderúrgicas americanas, ao contrário. Exportamos para os EUA produtos semi-finalizados, que são processados aqui, gerando empregos. E se trata de uma cadeia muito complexa, 50% do carvão mineral importado pelo Brasil, utilizado pela indústria do aço, vem dos EUA, que também exporta produtos finais para o Brasil, como tratores e locomotivas - disse Alexandre Lyra, presidente do conselho do Instituto Aço Brasil.

Ele afirmou que foi bem recebido por representantes da industria do aço e assessores do Congresso americano. O próximo passo será buscar representantes dos locais que exportam o carvao para o Brasil para ajuda na defesa dos interesses brasileiros - Virgínia Ociental, Pensilvânia e Delaware. A expectativa é que o Brasil fique fora de futuras sanções ou tenham um tratamento diferenciado.