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China vai zerar imposto de exportação de aço

A China vai acabar com o imposto de exportação que incide sobre produtos siderúrgicos, informou o Ministério das Finanças na sexta-feira (8), em um movimento que provavelmente aumentará as tensões comerciais. O país normalmente ajusta os níveis de imposto de exportação no final de cada ano, para incentivar ou desencorajar as exportações.

 

Os grandes embarques de aço da China tornaram-se uma questão política nas recentes eleições na Europa e nos EUA, já que a concorrência é culpada por perda de empregos na indústria siderúrgica. A maioria das exportações chinesas de aço flui para a Ásia e África, onde eles deslocaram as vendas de usinas locais e conglomerados de aço ocidentais.

 

A remoção do imposto deve facilitar a exportação das usinas siderúrgicas, já que elas ainda podem lucrar, mesmo que os preços do mercado no exterior estejam mais próximos dos preços chineses. O setor siderúrgico chinês está com excesso de estoques, apesar das políticas nos últimos anos projetadas para forçar as usinas a reduzir a capacidade produtiva.

 

Em 2017, o imposto de exportação sobre a exportação de vários produtos siderúrgicos foi fixado em 15%, enquanto os aços de alto valor, incluindo aço inoxidável, aço especial e liga de aço, estavam em 10%. O imposto de exportação será removido em 1º de janeiro.

 

América Latina

 

De janeiro a outubro de 2017, a China enviou ao mundo 62,3 milhões de toneladas (Mt) de aço, das quais 57 Mt correspondem a produtos laminados, como longos, planos e tubos sem costura, e 5,2 Mt a produtos derivados, como fio máquina e tubos com costura. Este volume é 31% menor ao registrado no mesmo período de 2016 (90,8 Mt).

 

A América Latina representou 9,4% do total dessas exportações, aumentando sua participação em 2,5 pontos porcentuais na comparação anual, que esse percentual foi de 6,9%, mantendo-se como o terceiro destino preferido pela China. Os países que mais importação aço chinês foram Coreia do Sul, com 9,9 Mt, ou 16% do total mundial; e o Vietnã, com 6,6 Mt, ou 11% do total.

 

Nos primeiros dez meses do ano, a América Latina recebeu 5,8 Mt do aço chinês. Este total é 7% inferior ao volume atingido de janeiro a outubro de 2016, com 6,3 Mt, diz a Associação Latino-Americana de Aço (Alacero). Com informações do jornal Financial Times.



Fonte:  NMB